
8 de maio de 2026
5 Dicas valiosas para quem quer iniciar no crochê
O crochê deixou de ser apenas uma tradição de família para se tornar um dos pilares da moda artesanal. Se você sente vontade de criar algo com as próprias mãos, mas não sabe por onde começar, este guia foi feito para você.
O crochê é uma arte milenar e minha intenção com esse artigo, é poder te ajudar e mostrar que o investimento para iniciar é relativamente baixo.
1. Escolha a agulha certa
O maior erro de quem começa é comprar qualquer agulha. Eu não estou falando para comprar a agulha mais cara do mercado, mas sim, aquela que não vai quebrar nos primeiros dias. Sempre fui a favor das agulhas tradicionais, essas de alumínio sabe? Excelente custo benefício, facilmente encontrada em armarinhos e tem diversas numerações, além disso, temos as agulhas de alumínio com cabo emborrachado que proporciona mais conforto. Agora se você quer tecer por horas, invista em agulhas ergonômicas. Posso dar um conselho de amiga? Nesse primeiro momento, NÃO compre agulhas de acrílico, com aquele famoso aspecto de ''plástico seco''.
2. O fio ideal: Fuja dos fios residuais e fios texturizados (pelos)
Sei que é um assunto que gera polêmicas, mas a minha intenção é realmente te ajudar para que você não se fruste logo de início, como o próprio nome diz: Fio de Malha RESIDUAL - são restos da indústria têxtil, malhas que seriam descartadas e aqui estamos falando sobre uma malha sem cartelas de cores fixas, composições diversas e claro variações de espessura, uma mancha que outra etc. Muito comercializada por conta do baixo custo, mas como meu papel é ser sua amiga vai aí uma reflexão: você prefere investir em um fio com um valor um pouco mais alto e ter conforto para crochetar por horas, cores fixas para seus projetos, mesma espessura do início ao fim e composição ideal, esse fio existe e chamamos de Fio de Malha PREMIUM. Nesse guia vou dar ênfase para o Fio de Malha, pois é o fio que mais utilizo e o qual eu comecei lá no início, para quem está aprendendo a "ler" os pontos, a escolha do fio é crucial e na Malha fica mais fácil de visualizar os pontos por conta da espessura, diferente dos fios mais finos.
Outra dica: evite fios muito escuros (preto/marinho) ou fios com texturas (pelinhos/bouclê), fica difícil saber o lugar correto para introduzir a agulha.
3. Domine os "Cinco Fantásticos"
Você não precisa saber 50 pontos para fazer uma peça incrível. Quase tudo no crochê é uma variação de cinco pontos básicos:
Correntinha (corr): A base de tudo.
Ponto Baixíssimo (pbx): Para acabamentos e fechamentos invisíveis.
Ponto Baixo (pb): Para peças estruturadas e amigurumis.
Meio Ponto Alto (mpa): Para equilibrar firmeza e flexibilidade.
Ponto Alto (pa): Para roupas e peças com mais movimento.
Domine esses cinco e você será capaz de ler/entender 90% das receitas do mercado.
4. A tensão é sua assinatura, não um inimigo
É normal que seus primeiros pontos fiquem ou muito apertados ou muito frouxos. O segredo não é a força, mas o jeito de segurar o fio.
Dica: relaxe enquanto crocheta, esse é um momento para você se conectar com o crochê. Não tenha medo de desmanchar e recomeçar; o aprendizado está no processo.
5. Curadoria de projetos: Comece pelo "Útil e Belo"
Em vez de começar com um tapete gigante ou uma bolsa mirabolante, escolha projetos pequenos que tragam satisfação rápida:
Um porta-copos moderno (ótimo para treinar o círculo mágico).
Um cachepô organizador, para guardar canetas ou makes.
Ou simplesmente o square, famoso quadradinho da vovó.
O benefício: Ver uma peça finalizada em pouco tempo vai te dar o gás necessário para o próximo nível.
Mais do que técnica, o crochê é sobre presença. É o seu momento de desconectar das telas e conectar com a sua essência criativa. Comece devagar, escolha materiais que você tenha prazer em tocar e, acima de tudo, divirta-se com a sua evolução.
Dica da Tai: No início, siga perfis que te inspirem visualmente, não apenas tecnicamente. O crochê é uma extensão do seu estilo pessoal!




